Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Dezembro 19 2010

Folia da Póvoa

 

 

Ó Póvoa menina,

Ó nobre cidade,

Sempre com orgulho

O teu povo há-de

Mostrar como é grande

O amor que sente

Pela tradição desta nossa gente.

Cidade de encanto,

De sonho e magia,

Os teus filhos sabem

Mostrar alegria,

Olhar com orgulho

O nosso passado

E, na folia da Póvoa,

O ver retratado.

Ele sente no peito

Este mar que adora...

É povo que ri,

Mas que também chora!

Quantas vezes sente

A alma sangrar,

Quando um filho seu

É levado pelo mar,

Este mar que é vida,

Que lhes dá o pão,

Mas que tantas vazes

Também é ladrão!

Póvoa, tu és uma prece

Na boca dum crente

E orgulho e carinho,

O que a gente sente.

Por isso os teus filhos

Te cantam assim!...

Viva a Póvoa!

Viva a Póvoa!

Viva a Póvoa de Varzim!...

 

Albina Dias

 

publicado por appoetas às 17:28

Dezembro 19 2010

Vagabundo

 

 

Não passas dum vagabundo

Porque andas deambulando

Pelas ruas desta cidade...

Sentado, nesse banco de jardim,

Acendendo um cigarro

Das beatas que apanhaste,

Tu passas a vida assim...

E eu pergunto, cá p'ra mim,

Se foi esta aquela vida,

Que tu um dia sonhaste!

Cresceste, sem nunca teres um carinho

Desde criança, sozinho,

Nascido da pouca sorte,

Sem pai, sem mãe, sem ninguém,

E sem amigos também,

Não encontraste o teu norte!

Buscaste a felicidade

Sem nunca a teres encontrado,

Pois pão, amor e carinho,

A vida te tem negado!

Mas tu és humano e igual,

Também tens um coração,

E eu pergunto, afinal,

Se alguém te estendeu a mão!

Chamaram-te vagabundo,

A ti, que vieste ao mundo,

Sem carinho de ninguém

Sentado ao frio,

Nesse banco de jardim...

Eu penso, cá para mim,

Se quem te tornou assim

Não é vagabundo também!

 

Albina Dias

 

publicado por appoetas às 17:25

Dezembro 19 2010

Menino  rico menino pobre

 

  

Menino que ri,

Menino que chora,

Menino que brinca,

Menino que implora!

Menino que brincas,

Na berma da estrada

Enquanto uns têm tudo,

Tu vives sem nada!

Enquanto alguns

Pensarem só em si,

Há muitos que choram,

E poucos que riem.

Menino que ris

Olha p'ra quem chora

Dá-lhe um pouco do que tens

que o mundo melhora.

O mundo é vosso...

Crianças dai as mãos

Pensai que para Deus,

Todos são irmãos! 

 

Albina Dias

 

publicado por appoetas às 17:19

Dezembro 19 2010

 

Veneno, maldade, guerra,

Consumismo, lutas, vaidade.

As doenças que há na terra,

Minam a humanidade,

Geram a paz doentia,

A ira, a monotonia.

 

O sacrifício, a miséria,

O altruísmo, a incerteza.

A prostituta, a mulher séria,

O enfeite da burguesa.

Que despreza tudo e todos,

Seus caminhos são rios, lodos.

 

Vivamos com amizade,

Sem pisar o semelhante,

Na maior simplicidade,

Tudo é mais gratificante.

Cultivemos o bem em vez do mal,

E todos os dias serão Natal.

publicado por carlos cardoso luis às 15:10
editado por appoetas às 17:18

Dezembro 19 2010

(Acróstico)

  

Vivem-se tempos difíceis

Operam-se transformações...

Tira-se ao pobre o que tem

O pouco que o pobre tem

Sacrificando-lhe os sonhos!

 

Deixem que chovam sorrisos

E cresçam cravos de esperança!

 

Façam calar os trovões

Enquanto o sol não desperta!

Lançem balões com poemas

Içem bandeiras com flores e

Zarpem rumo ao amor.

 

Não matem versos nem trovas

Antes que bocas os cantem!

Tragam nos olhos verdades

Antes que a noite as apague com

Làgrimas de falsidade.

 

Pensem na vida e na luz

Antes que a vossa se vá;

Rezem a Deus se souberem

Amem o mais que puderem!

 

Tenham nos pés a certeza

Onde e o que querem pisar...

Dedos que apontem mas saibam

O ponto certo a apontar

Sem recear os algozes que, à força, os possam cortar.

 

Vivam a vida! Deixem-se seduzir pelo espírito natalício e

Ousem sonhar antes que os sonhos vos roubem porque, como disse o poeta, o

Sonho comanda a vida, a vida é palco de luzes e Natal sempre que a gente quiser!

 

Albertino Galvão (Natal 2010)

publicado por palavrasaladas às 10:13

Dezembro 19 2010

AH ! MEU DEUS SE EU SOUBESSE !

 

1-

Ah! meu Deus se eu soubesse,

Que na vida tudo emudece.

Mudaria meu pensamento

E não teria nenhum abatimento !

 

2-

Na infância dos belos tempos,

Nunca tínhamos alguns lamentos.

Só pensávamos com brandura

Não sabíamos que a vida era dura!

 

3-

Amava os meus paisinhos,

Com amor e muitos carinhos.

Tudo na vida era formosura

E nos amavam com bela ternura !

 

4-

Ah ! meu Deus se eu soubesse,

Que depois tudo entristece.

Que haveria lôbregas tristezas

Outras idéias ficariam acesas !

 

5-

Ah! Meu Deus se eu soubesse,

Que no coração não se meche.

Com o amor e a saudade

Só mais tarde senti a verdade !

 

6-

Nunca mais eu vi meus pais,

E ficaram somente meus ais.

Foram embora p’ra eternidade

E na lembrança ficou a bondade !

 

7-

Meus lamentos ninguém escuta,

No pensamento só há muita luta.

Viverei milhões de séculos

Mas,que não sejam funestos !

 

8-

Ah! Meu Deus se eu soubesse,

Que na velhice o amor existisse.

Não teria nenhum desalento

A perseguir meu pensamento !

 

9-

Belos tempos quem me dera,

Recordar e ter uma doçura.

O tempo recupera a agonia ?

Ou tudo seria uma fantasia ?

 

10-

Só quero na minha velhice,

Que p’ro passado eu olhasse.

E daquele amor eu lembrasse

Ah ! meu Deus se eu soubesse !!!

 

 ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

Casa do Poeta de São Paulo

Movimento Poético Nacional

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

Academia Virtual Poética do Brasil

Academia Poços-Caldense de Letras- M.G.

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

publicado por appoetas às 02:05

Dezembro 18 2010

   

À SUSANA CUSTÓDIO

 

Como é bom caminharmos contigo,

Ao teu lado sentimos carinho e Paz!

Fazer prosa e poemas como tu,

Podes crer que pouca gente é capaz!

 

Nem com óculos e menos a olho nu,

Eu descubro o que vai na tua alma!

Dás ternura e sincera simpatia,

Que tua gentileza nos acalma!

 

Agrada-nos o teu jeito e magia,

Que nos leva a olhar mais para ti!

Encantas com tuas formatações

Que são lindas como algumas que vi!

 

Susana! Tu entras nos corações,

Foi tão bom conhecer-te e ao Luís!

Os amigos vão fazendo amizades

Como o nosso Pai do Céu sempre quis!

 

Ao nosso amigo Edson dá saudades,

Julgo ser um professor ajuizado!

Pelas fotos e poemas que vi dele,

É mais um bom amigo a nosso lado!

 

Tenho fé que haja muitos como ele,

Porque os bons são os que podem fazer paz!

A Susana, o Luís e o Edson,

Sabem bem como essa paz se faz!

 

 

  

                                                                                          Autor: Bento Tiago Laneiro

publicado por appoetas às 21:52

Dezembro 18 2010

NOITE DE INVERNO 

 

Deram agora as doze badaladas.

Pla rua fora há vento às rabanadas.

A chuva com cortinas balouçantes

Dá um banho de graça ao arvoredo

E a terra não é seca como dantes.

Rebentam os trovões, que metem medo,

Os raios caem lá longe, distantes,

Como uma estória fraca, sem enredo.

 

E eu que faço nesta noite fria,

Na casa solitária, tão vazia?

Fechados os salões, como as janelas,

Sem luz nos corredores, às escuras,

Retratos nas paredes, de amarelas

Faces, cavadas, baças, nas molduras.

De antigos habitantes são as telas.

É triste ver assim essas figuras

Sem a honra de flores e de velas!

 

Permanece a quietude na cozinha,

Onde tanta mulher foi a rainha.

Quantas rezes se assaram no fogão,

Nesse espeto de ferro ao abandono!

A bateria em cobre e em latão,

Ao longo da parede, em fundo sono,

Há muito que ninguém lhe põe a mão.

São animais perdidos, sem ter dono.

 

Os quartos, ladeando o corredor,

Há muito estão vazios, sem calor.

Na cama de dossel, colcha perfeita,

Nas paredes exótico brocado,

Espelho de cristal que tudo enfeita,

Rico aposento que é mal empregado,

Porque de há muito ali ninguém se deita.

E tem outros assim por todo o lado.

 

Na sala de jantar, a longa mesa

Ostenta o esplendor da realeza.

A baixela de prata, já sem brilho,

Os pratos da mais fina porcelana

E os copos de cristal são estribilho

De um triste fado sobre a dor humana.

Sei que um dia alguém vai, de afogadilho,

Vender tudo e fechar a persiana.

 

O temporal, lá fora, continua

E não se vê vivalma a andar na rua.

As chamas da lareira, bailarinas,

Forçam minha memória enevoada

A chamar as figuras femininas

Que adornaram de aromas minha estrada,

Os amigos, parceiros das rotinas,

E quem mais encontrei na caminhada.

 

Já devo estar chegando à minha meta

E a satisfação não está completa.

O que aprendi já não serve a ninguém.

Foi perdido ao findar a profissão.

Meu fim de vida está a correr bem,

Para queixar-me não tenho razão,

Mas neste triste lar sinto, porém,

Ser náufrago a nadar na solidão.

 

 

 

Faro, 6-12-2010         01h04

Tito Olívio

publicado por appoetas às 21:31

Dezembro 18 2010

CHORA O VENTO

 

 

Deixem-me ser quem sou... e nada mais!... 

Que importam minhas mágoas, o desdém!

Só ouço, agonizante, aqui e além,

O canto trespassado dos meus ais...

 

O vento traz carícias, traz sinais

De visões doutros sonhos, que também

Aliviam a dor que me sustém.

O vento chora e geme:  - Aonde vais?

 

As águas da cascata, outrora puras,

Levaram-me a um charco de amarguras

Que a vida revirou e pôs do avesso.

 

Flutua o meu olhar na madrugada,

Na esperança de ser mais do que nada

No rio onde o caudal é forte e espesso.

GLÓRIA MARREIROS

 

publicado por appoetas às 21:27

Dezembro 18 2010

PALAVRAS CÍNICAS ! 

 

A Morte é o fim da maldade, 

Será sempre assim na eternidade.

Os maus, com certeza, liquidados

 E nem os bons serão respeitados !

 

A Morte foi criada para liquidar, 

Os bons e os maus, é só pensar.

O seu reino é total, é só verificar

Tarde ou cedo, ninguém vai ficar !

 

Não há ouro que a possa comprar, 

Por certo bons e maus possam pensar.

Quando alguém morre, os maus rindo

Os bons falsamente estarão sorrindo !

 

Tudo irá morrer,  as areias do deserto, 

As plantas, as flores, irão por certo.

Esqueletos ficarão em rochas prensados

E os humanos vejam os seres acabados!

 

O que adiantou esses seres viverem, 

Se nunca mais, céu e terra verem.

Em vida só praticaram a maldade

E na velhice viveram em soledade !

 

Foram vidas arrastadas e miseráveis, 

Só lhes restaram momentos consideráveis.

E nada disso valeu, se chorou ou suou 

Os pedaços de carne, o vento os levou !

 

 

Portanto, seremos sempre lama,

Que irá virar pó, junto a uma rama.

A eternidade é só séculos infindos

Bondade e amor, só com Deus são lindos !

 

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

Casa do Poeta de São Paulo

Movimento Poético Nacional

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

Academia Virtual Poética do Brasil

Academia Poços-Caldense de Letras- M.G.

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

publicado por appoetas às 21:21

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